|
Após a separação dos filhotes e durante a
fase da muda, deparamo-nos com um problema que é a picagem.
Já li vários artigos sobre a origem deste
problema, têm várias teorias ou varias soluções, mas nunca vi este problema solucionado
na totalidade.
A minha experiência foi adquirida com os
canários e com os cardinalitos.
Estas aves apresentam dificuldades diferentes.
Nos canários é mais grave, pois estes picam até fazer sangue, e quando conseguem
nunca mais largam o pássaro que sangra. Nos cardinalitos simplesmente estragam as
penas das asas e da cauda, e arrancam as da cabeça. Nunca vi um cardinalito a sangrar
porque lhe arrancaram as penas, mas o aspecto dos cardinalitos durante a separação
e muda é bastante mau, pois geralmente ficam carecas ou com peladas na cabeça e
as penas das asas e cauda bastante danificadas.
Eu uso há 4 anos uns poleiros individuais,
que me reduziram bastante o problema da picagem. Coloco-os a uma distância uns dos
outros, de maneira a que cada ave não chegue ao vizinho do lado.
Nos Canários além dos poleiros também coloco umas “bonecas” feitas com ráfia, entre cada poleiro, assim eles picam na “boneca”
e não nos colegas.
Temos que ter em atenção também outros factores
que reduzem o perigo de picagem, como não juntar no mesmo viveiro aves de diferentes
idades, de diferentes cores e diferentes raças.
Relativamente às cores, deve-se evitar colocar
aves de cores claras junto com as de cores escuras, pois geralmente as de cor escuras
picam nas de cores claras. Mas ainda mais grave é juntar um grupo grande de uma
cor com um só de outra cor, pois este dificilmente não será atacado pela maioria.
Ter também atenção de separar qualquer ave
que esteja mais débil, pois será logo atacada pelos outros.
Como vemos também não arranjei uma solução
que resolva o problema na totalidade, mas o conjunto de várias destas soluções diminui
bastante a picagem.
Até à próxima dica.
Firmino Casais
|